Nunca achei que fosse ouvir isso de alguém da indústria fonográfica, mas o big boss da Warner, Edgar Bronfman, deve ter fumado alguma coisa verde hoje de manhã. Ele disse, e eu repito:

“We used to think our content was perfect just exactly as it was. We expected our business would remain blissfully unaffected even as the world of interactivity, constant connection and file sharing was exploding. And of course we were wrong. How were we wrong? By standing still or moving at a glacial pace, we inadvertently went to war with consumers by denying them what they wanted and could otherwise find and as a result of course, consumers won.”

Aleluia!

Via MacUser (sim, eu vejo sites sobre a Apple de vez em quando).

Na semana passada, aconteceu o Digital Music Forum West, uma conferência sobre (duh!) o mercado de música digital. Ian Rogers, do Yahoo! Music, fez uma apresentação ao mesmo tempo genial e cômica sobre a situação atual deste controverso mercado. Criticando a postura da indústria fonográfica - que, por sinal, ganhou um processo de US$ 200,000 contra uma tiazinha qualquer há alguns dias -, Rogers pegou a platéia de surpresa ao elogiar o novo serviço de venda de MP3 da Amazon:

But now, eight years later, Amazon’s finally done what was clearly the right solution in 1999. Music in the format that people actually want it in, with a Web-based experience that’s simple and works with any device. I bought tracks from Amazon (Kevin Drew and No Age), downloaded them, sync’d them to my new iPod Nano, and had them playing in my home audio system (Control 4) in less than five minutes. PRAISE JESUS. It only took 8 years.

Achou legal? Então se prepare pra próxima parte:

I’m here to tell you today that I for one am no longer going to fall into this trap. If the licensing labels offer their content to Yahoo! put more barriers in front of the users, I’m not interested. Do what you feel you need to do for your business, I’ll be polite, say thank you, and decline to sign. I won’t let Yahoo! invest any more money in consumer inconvenience. I will tell Yahoo! to give the money they were going to give me to build awesome media applications to Yahoo! Mail or Answers or some other deserving endeavor. I personally don’t have any more time to give and can’t bear to see any more money spent on pathetic attempts for control instead of building consumer value. Life’s too short. I want to delight consumers, not bum them out.

Ou seja: Rogers deixou claro que, enquanto as gravadoras não desistirem do DRM e de suas atitudes Darth Vader com os consumidores, não verão mais a cor do dinheiro do Yahoo!. E, apesar do Yahoo! Music não ser tão popular no Brasil, é o maior site de música nos Estados Unidos (além de ser o pioneiro).

A postura “oficial” do Yahoo! contra o DRM demorou um pouco. Steve Jobs já fez seu discurso há um bom tempo, e a Amazon se manifestou da melhor maneira possível: criando uma loja sem burocracias idiotas e sem bloqueios. Mas o tom do discurso de Ian Rogers foi o mais surpreendente. Agressivo, direto e sem tentar agradar ninguém. Do jeito que o povo gosta!

Leia o texto da apresentação na íntegra - vale a pena.

CD não, USB

publicado em 12/06/2007. 2 comentários.

White Stripes USB DrivesO White Stripes está lançando seu novo álbum, “Icky Thump”, de uma maneira pouco ortodoxa: um USB Drive. Por US$ 99.00, quem comprar esta versão diferente levará um pen drive de 512mb contendo todas as músicas do novo álbum em formato AAC (Apple Lossless). Pra completar, o drive pode ser reutilizado para outros propósitos e ainda é bonitinho: versões em miniatura dos integrantes da banda, Jack e Meg White.

Via Boing Boing.

Re-Música

publicado em 19/10/2006. 1 comentário.

Petergabriel_so.jpgNa era da “paranóia DRM”, em que até CDs originais incluem spywares para rastrear possíveis atos de pirataria, o cantor Peter Gabriel (ou algum de seus mais espertos agentes) teve uma idéia sensacional. Em um exemplo de como o ambiente online pode ser usado para promover artistas, gravadoras e músicas, ele não apenas encorajou seus fãs a baixarem a música “Shock the Monkey”, mas também a recriá-la.

Gabriel disponibilizou um pacote de samples utilizados na música e alguns tracks individuais (por exemplo, só as linhas vocais) e desafiou seus fãs a montarem tudo de novo em uma versão diferente. Foi organizado um concurso onde as melhores versões seriam escolhidas e premiadas.

O resultado foi a divulgação viral da competição e, indiretamente, da gravadora de Peter Gabriel. Mais de 700 versões foram criadas - algumas realmente interessantes - e, de repente, Gabriel se transformou em um dos ídolos daqueles que se opõem à política restritiva do DRM. Este é um caso bastante interessante onde o conceito de user-generated content foi ampliado para além da esfera da Internet. É a prova clara de que a onda de inteligência, criatividade e inovação da “web 2.0″ ainda existe e que pode ser muito mais impactante do que a criação de infinitas social networks e widgets bonitinhos.

Mais uma vez, a inovação veio da música!

Evil Sponge

publicado em 11/08/2006. comente.

Eis a edição sensacional de um desenho animado do infame (e definitivamente demoníaco) Bob Esponja e sua banda tocando uma música da banda Black Dahlia Murder, death metal destruidor. Muito engraçado!