E os filmes que eu vi nesta semana foram…

Filmes da Semana: 23/6/2008 a 29/6/2008

V for Vendetta - legal, ainda não tinha visto por incrível que pareça.

Memphis Belle - aviões + Segunda Guerra Mundial + atores medíocres = filme 50% bom, 50% ruim.

The Man Who Wasn’t There - revivendo os tempos do film noir, ótimo!

Paris, Texas - fotografia impecável, um clássico do Wim Wenders que eu queria rever faz tempo!

Dune (Extended Version) - as cenas “extended” são meio inúteis, e fala sério - deletaram o David Lynch dos créditos na cara dura!

The Matrix - já perdi as contas de quantas vezes vi, mas em HD fica melhor ainda. ;)

Diablo III: And the Heavens Shall TrembleFinalmente chegou ao fim o mistério do site da Blizzard sobre o qual meu post anterior falava. E os que acreditavam nas teorias sobre runas, pentagramas e outras maluquices acertaram: o jogo anunciado foi, de fato, Diablo III. Apesar de ainda não trazer muitas informações sobre o jogo, o site deve aquietar os fãs da série por alguns dias (além de trazer alguns recursos de design/3D bem interessantes).

Não é um MMO (imagina se iriam anunciar um novo massively meses antes da chegada da expansão do World of Warcraft, Wrath of the Lich King!), mas quem se importa? É um novo Diablo, e isso basta pra deixar qualquer bom nerd feliz.

Huzzah!

Blizzard: cada vez melhor

publicado em 26/06/2008. comente.

Que a Blizzard sabe como gerar buzz para o lançamento de seus novos jogos, todo mundo sabe. Mas a empresa tem se superado nos últimos tempos. Para o anúncio do Starcraft 2, por exemplo, foram criadas várias splash screens atualizadas diariamente, mostrando os jogos lançados ano a ano, em uma espécie de contagem regressiva que culminou com o novo jogo.

Agora, o mistério está mais maluco ainda, a ponto de virar quase um ARG. As splash screens estão de volta, mas mostram somente um bloco de gelo que, dia a dia, revela mais detalhes de algum jogo orgásmico que está por vir.

As imagens são mais ou menos como essa:

Blizzard: mistério engajando fãs

Há comentário em torno de alguns detalhes, como “runas” que aparecem quase escondidas no gelo, ou sobre flocos de neve que lembram olhos. Tem gente fazendo sobreposição das capas de outros jogos da Blizzard no gelo pra ver se encaixam. Tem gente achando padrões nas linhas do gelo. Esta galeria no WOW Insider mostra alguns “surtos” de fãs envolvidos - gente que perdeu tempo pra criar e divulgar uma teoria plausível sobre o tal bloco de gelo.

Os mais malucos estão fuçando até no código CSS da página, e o melhor de tudo, estão encontrando coisas. Aparentemente, existem imagens que não aparecem no site, mas estão no CSS. Estas imagens têm nomes como 04.jpg, 09.jpg, etc. - que, substituídos pelas letras do alfabeto a que se referem, parecem formar a palavra “Diablo”. As imagens em si parecem se encaixar, formando um “monstrinho roxo” que até agora é um mistério. E, enquanto isso, a discussão rola solta nos sites especializados e também nos blogs pessoais de centenas de jogadores no mundo. Genial.

Além de estar empolgado com a possibilidade de um novo Diablo, quem sabe até um MMORPG da série, estou impressionado também com a qualidade da ação de lançamento. Poucas empresas de jogos têm demonstrado tanta habilidade ao lidar com o público - mesmo GTA 4, com seus trailers temporários e relógios em contagem regressiva, foi tão empolgante a ponto de instigar os gamers a pesquisarem códigos-fonte e fazerem posts enormes com suas teorias.

E dá-lhe engajamento… :)

2500 posts não lidos? AHHHHHHH!!!!

Num mundo de blogs, Flickrs, Twitters, Diggs e redes sociais, é fácil se perder no fluxo interminável de informações. Já cansei de ouvir amigos dizendo “tenho mais de 1000 posts para ler somando todos os meus feeds” ou “é impossível acompanhar os blogs de todos os meus conhecidos”. O pior é que a tendência é que este efeito não diminua, mas sim que se torne cada vez mais acentuado e infernal. Ou seja: se você ainda não passou por isso, um dia ainda vai passar.

Incomodado com o overflow de informações, resolvi buscar alternativas inteligentes para me manter atualizado e bem-informado sem enlouquecer. Como tive bons resultados com algumas de minhas “técnicas”, resolvi escrever um post com cinco dicas que melhoraram minha vida e que podem melhorar a sua.

Sem mais delongas, vamos lá.

1. Techmeme: meu maior segredo
Sendo um fanático por tecnologia, meu primeiro desafio foi arrumar um jeito de ler os quinquilhões de blogs sobre o assunto (todos muito bons, por sinal). Quando estava quase perdendo as esperanças, encontrei a luz suprema: o Techmeme. Este site “vasculha” centenas de blogs de tecnologia confiáveis e, com base nos posts que encontra, cria uma página atualizada minuto a minuto com os assuntos mais quentes no momento. Coloquei isso como página inicial do meu Firefox, tanto em casa como no trabalho, e bingo: sou um novo homem, bem informado e com muito mais tempo. Não é simplesmente um “Digg-clone” porque a opinião do que é importante ou não vem de um grupo grande, porém selecionado, de sites respeitáveis, o que o torna mais confiável como fonte de notícias. Genial.

2. Friendfeed
O Friendfeed é uma daquelas soluções estúpidas que ninguém inventou antes. Ao fazer seu cadastro, você informa todas as suas “propriedades online” - blog, Twitter, conta no Flickr, conta no Youtube, links no Del.icio.us, conta no Vimeo, nome de usuário no Last.fm, etc. - e agrega todas estas informações em um único feed. Seus amigos podem ler somente este feed e saber tudo o que você está fazendo, sem precisar visitar site por site vendo o que você fez. Idiota, né? Ao invés de me desesperar com mais de 30 feeds no meu reader, condensei todas estas propriedades online de meus amigos em um único “Friendfeed” e pronto. O melhor de tudo: se o seu amigo não é membro do Friendfeed, você pode criar um “amigo imaginário” com todas as propriedades online dele e acompanhá-lo por esta ferramenta. Eu poderia estar milionário se tivesse pensado nisso antes!

3. Blogs Pessoais vs. Blogs Corporativos
Para qualquer assunto no mundo, pode ter certeza: existem centenas de blogs pessoais, mantidos por fãs ou pessoas interessadas em algum assunto (como este!) e alguns blogs gigantescos mantidos por empresas que construíram um business model ao redor da criação de conteúdo. À primeira vista, os blogs gigantescos são os melhores, já que têm mais posts e podem cobrir notícias quase instantaneamente. Mas estes são os seus piores inimigos. A máquina de um único blog corporativo pode gerar mais de 30 posts em um dia - impossível de acompanhar se você faz outra coisa na vida além de ler blogs. Além disso, muitas vezes há informações fragmentadas e redundantes, causando uma perda de tempo enorme. Enquanto isso, os blogs pessoais, correndo por fora, fazem um ou dois posts por dia, mas normalmente mais densos e “calculados”. Esta é a terceira dica: é difícil encontrar um bom blog pessoal, mas se você o encontrar, pode ter certeza que valeu a pena perder um tempinho pesquisando.

4. Use o Del.icio.us antes do Google
Se você tem vários amigos no Del.icio.us, é sempre uma boa idéia olhar os favoritos deles antes de tentar a sorte no Google. O motivo é óbvio - se um amigo confiável encontrou aquela página e a adicionou aos seus favoritos, é porque deve ter algo bom ali. Mesmo que você não tenha amigos que usem este serviço (graças a Deus cada vez mais pessoas usam), ainda dá pra ter uma boa noção da qualidade de uma página pelo número total de “bookmarkers” da mesma. Pra quê perder tempo achando as melhores páginas sobre algum assunto se alguém já fez isso por você? Use o Del.icio.us, ponto final.

5. Escolha bem seu leitor de feeds
Em primeiro lugar, a regra básica: nunca, nunca escolha um leitor de feeds que rode no seu computador. O mundo hoje é multi-máquinas, e se o registro de posts lidos/não lidos for mantido em cada computador que você usa e não em um local centralizado (ou “na nuvem”, como é moda dizer agora), garanto que você vai odiar RSS feeds em menos de dois dias de uso. Escolha, por exemplo, o Google Reader ou Netvibes - dois leitores que você pode acessar de qualquer lugar, inclusive do seu celular (talvez isso não seja importante para você hoje, mas um dia será). Já usei os dois por bastante tempo, e apesar de gostar da liberdade de formatação do Netvibes, atualmente tenho preferido o Google Reader devido à sua integração com o Friendfeed (é, o mesmo da dica 2). RSS feeds já não podem ser chamados de “novidade” faz tempo, mas ainda tem muita gente que acaba odiando a idéia devido a uma escolha ruim da ferramenta de leitura. Lembre-se: Google Reader ou Netvibes e você será feliz.

Resumindo…
Gosta de tecnologia? Use o Techmeme. Tem muitos amigos? Use o Friendfeed. Perca tempo procurando blogs pessoais de qualidade - você vai economizar horas e horas a longo prazo. Confie na inteligência coletiva e tente o Del.icio.us antes de procurar alguma coisa no Google. Escolha um leitor de feeds que te ajude, como o Google Reader ou Netvibes, não um que torne sua vida ainda mais complicada. E, se tudo mais der errado, não tenha medo de clicar em “Mark all items as read”!

Mozilla FirefoxAchei a idéia do “Firefox Download Day” muito legal - não que seja algo novo, mas não dá pra negar que a Mozilla sabe como agradar seus maiores fãs, transformando-os em brand advocates engajados e dispostos a espalhar a mensagem por todos os cantos do mundo. Agora, pra completar a ação de sucesso (mais de oito milhões de downloads do programa em seu dia de estréia é sucesso, certo?), é possível criar “certificados de participação” bonitinhos e originais. Dá até vontade de mostrar pros outros, e é exatamente isso que eu vou fazer agora…

Firefox Download Day Certificate

Pois é. Em tempos onde vídeo engraçadinho é confundido com marketing viral, gostei do “Download Day” e suas ramificações - essa sim foi uma ação de engajamento inteligente.

CSS Sucks!

publicado em 11/06/2008. 1 comentário.

Calma, não se assuste - eu não estou falando mal das fabulosas Cascading Style Sheets usadas para formatação de conteúdo web. Ainda não estou louco a ponto de fazer isso (palavra-chave: ainda). Só estou puto da vida (não há motivos para eufemismo, senhores!) com a aprovação da tal “Contribuição Social para a Saúde”, um imposto tão imprestável quanto seu antecessor, a CPMF.

Como o Morróida disse há mais ou menos uma semana, cadê o bando de desocupados que estava na porta do casal Nardoni? Não sei, mas com certeza eu teria simpatizado mais com estes dementes se os mesmos estivessem protestando contra a CSS.

Mas já que não adianta chorar sobre o leite derramado, vamos ao que interessa: clique aqui para ver a lista de quem votou contra e a favor da criação da Contribuição Social para a Sacanagem.

Atenção ao partido favorito de todos nós, o PT.

Pois é. Com o perdão do trocadilho estúpido, Perda Total.

PS: off-topic, mas não resisti. Acabei de perceber que o famosíssimo guitarrista Carlos Santana é membro do PT. Sério, olha lá! LOL.

Morre, Outlook!

publicado em 10/06/2008. 5 comentários.

Microsoft Office Outlook
Eu até tento elogiar a Microsoft e defendê-la das dezenas de ataques (muitas vezes sem fundamento) que vejo por aí, mas quando acontece alguma coisa tipo essa que vou relatar, fica difícil.

Quero sincronizar a lista de contatos do Outlook com a lista de contatos do iPhone. Deveria ser fácil, certo? Bem, graças a algum engenheiro de software cretino da Microsoft, não é. O problema é que este ser RETARDADO fez um script genial para incluir automaticamente códigos de área aos telefones digitados. Ou seja, se eu digito “0123-4567″, o Outlook automaticamente transforma isso em “+55 (11) 0123-4567″. E aí, claro, o iPhone não consegue completar a ligação.

Bolas.

Eu não entendo por quê isso não pode ser uma opção do usuário. “Inserir códigos de área automaticamente”, um mísero checkbox em algum lugar… Mas não, a desgraça é automática e nem pensar em um “opt-out”.

E não acaba por aí!

Vasculhando o Google, vi que este problema existe desde o Outlook 2003, e que muita gente resolvia de maneira gambiarrística alterando as configurações do Windows (trocando o campo “país” nas configurações de discagem para um serviço internacional de discagem gratuito). Afortunadamente, a equipe de engenheiros pé-no-saco percebeu o “problema”, e resolveu “consertar”. Agora, o serviço internacional de discagem gratuito exibe um lindo código de área “+800″, arruinando toda e qualquer possibilidade de solução do problema.

Die in a fire, Outlook 2007!

NBA the Old Way

publicado em 08/06/2008. comente.

Lakers vs. CelticsNão me empolguei muito com a temporada 2007-2008 da NBA, mas quando vi que as finais seriam entre o Boston Celtics e o Los Angeles Lakers, não deu pra resistir. Assisti à primeira partida (vitória heróica do Celtics, aliás) e agora estou acompanhando a segunda.

A rivalidade entre Lakers e Celtics é daquelas “elétricas”. Na década de 80, as duas equipes disputaram partidas memoráveis, com Larry Bird e Magic Johnson travando verdadeiras guerras na quadra - mais ou menos o que Paul Pierce e Kobe Bryant têm feito até agora nestas finais.

Mas, na real, o que me despertou pra essas finais foi o clássico absoluto “Lakers vs. Celtics”, da Electronic Arts (que não se chamava EA na época). Passei muitas, muitas horas nessa coisa, jogando pelos Celtics.

Me chamem de velho, mas é legal ver a rivalidade voltando às quadras depois de quase 20 anos. It’s NBA the old way.

Esses dias encontrei um aplicativo web aparentemente inútil, mas muito divertido: o LastGraph³. Informando seu nome de usuário no Last.fm, você pode ver um gráfico no estilo “timeline” mostrando a evolução do seu consumo de música com o passar do tempo. Vejam, por exemplo, o meu gráfico durante os últimos 4 meses:

Gráfico gerado pelo LastGraph, ilustrando meu consumo de música durante os últimos quatro meses.
(clique na imagem para baixar o gráfico completo, de junho/2007 a junho/2008, em maiores detalhes, no formato PDF)

Descobri que meus hábitos musicais são extremamente instáveis; o número de faixas ouvidas varia bastante de acordo com o dia, e nenhum artista “domina” por muito tempo.

Conversando com o Daniel, chegamos à conclusão de que seria muito legal fazer um mashup deste gráfico com outros rastros digitais do mesmo período. Por exemplo, naquela semana em que eu ouvi muito Coil, o que postei no meu Twitter e no meu blog? Que vídeos marquei como favoritos no YouTube, e quais fotos mandei para o Flickr? Seria legal juntar todos os “rastros digitais” de uma pessoa em uma única linha do tempo interativa. Talvez eu tente fazer algo do tipo depois (já que estou passando por uma “ressaca” no World of Warcraft)…

Spook CountryA tal “linha do tempo interativa” me lembrou, mais uma vez, de como William Gibson é um cara genial. As coisas que ele escreveu há anos hoje são realidades; assim como o protagonista de “Idoru” fazia, hoje é possível conhecer uma pessoa somente pelo “rastro digital” que a mesma deixa na Internet. Fantástico. Dá até vontade de tomar vergonha na cara e ler o “Spook Country“, que comprei há quase um ano e nem folheei. Shame on me!

O Centro e o Fim da Internet

publicado em 04/06/2008. 2 comentários.

Depois de mais de dez anos navegando, finalmente encontrei o exato centro da Internet. E, em comemoração, vou compartilhar este achado com vocês. Lo and behold, the…

Exact Center of the Internet!

Amazing! :)

E já que estamos nessa onda, achei também o Fim da Internet.