Rindo à toa

publicado em 30/04/2008. comente.


Pra começar bem o feriadão! :)

Eu e minha sorte

publicado em 25/04/2008. 4 comentários.

Comprar produtos do exterior nunca foi tão simples. Com o advento de tecnologias modernas de processamento de cartões de crédito e a velocidade da Internet, todas as barreiras geográficas estão perdendo a importância, e o mundo fica menor a cada dia que passa. Nossa geração tem a sorte de viver em um momento único na história da humanidade - estamos colhendo os frutos da globalização. Certo?

Errado. Nós, queridos brasileiros, vivemos a pior de nossas épocas. Isso porque, graças a uma política tributária de importações vergonhosa protecionista, todos os produtos do mundo estão ao alcance de um clique e, por baixo, 60% de impostos. Nós somos cachorros de padaria, olhando suculentos e saborosos frangos sem poder atacá-los. Se o fiscal alfandegário não gostar do modo como seu pedido foi embrulhado, você está - em português claro - fudido. Caso contrário, parabéns: você conseguiu fazer um bom negócio. Importação é uma questão de sorte.

Ou, no meu caso, de azar.

Apesar de ter vontade, nunca quis pedir camisetas no exterior porque tinha certeza que elas parariam na alfândega. Mas, depois do Demian pedir um pacote com mais de 10 camisetas e não ter problemas, resolvi tentar. Fui até a SplitReason e comprei três modelos (se você ficou curioso, comprei esse, esse e esse outro). E, óbvio, minhas míseras três camisetas pararam na alfândega com uma alíquota de 60%. Sim, SESSENTA POR CENTO! Tenha a santa paciência…

Por sorte, o dólar tá baixo (nunca pensei que fosse gostar disso!) e, no fim das contas, o custo das camisetas + shipping + impostos vai acabar ficando mais ou menos na média do que eu teria gasto na Camiseteria. Ainda assim, é um exemplo de como é triste ter produtos originais, de qualidade superior e preço mais baixo à sua disposição e não poder comprar graças à tributação troglodita do seu país capenga.

PS: o uso excessivo de clichês e palavras de efeito no primeiro parágrafo foi proposital e, caso você não tenha notado, sarcástico.

Vejam o que acontece quando um cidadão se vê entediado diante de seu belo MacBook Pro de R$ 10.000,00 sem um mísero joguinho pra passar o tempo…

Mac Icon Art

Pois é. O sujeito teve a paciência de criar um quinquilhão de ícones de cores diferentes e organizá-los no desktop de seu computador sem jogos, reproduzindo o famoso “Spider Pig” do Homer Simpson. Até que ficou legal, mas francamente… Isso sim é falta do que fazer.

Ah, como eu queria ligar este Mac e organizar os ícones por nome!

Post rápido pra dizer que eu acabei de atualizar o Wordpress pra versão 2.5, e até o momento estou achando bem legal. Não testei direito, mas gostei bastante das mudanças na área administrativa, bastante voltadas para a usabilidade e simplificação da interface, com uma filosofia task-driven - ou seja, toda a construção do admin é feita pensando nas tarefas que o usuário vai desempenhar dentro do sistema, e com qual freqüência utilizará as ferramentas incluídas no pacote. Com base nestas informações, dá pra criar uma área administrativa amigável a “não-programadores”, aumentando bastante as chances de sucesso do script no mercado (e diminuindo o número de problemas causados por “fuçadas” do usuário em busca de um determinado recurso). A filosofia task-driven é uma das premissas dos chamados sites da (adivinha!) web 2.0.

Taí uma coisa que vários programadores poderiam aprender com o Wordpress 2.5. Áreas administrativas estruturadas por programadores costumam ser uma coisa mais model-driven - em outras palavras, voltada para as estruturas de informação definidas nos bancos de dados. Para o programador, faz muito mais sentido - afinal, ele conhece as “engrenagens” do sistema e entende como todas as peças se conectam. Mas para o usuário final, a filosofia model-driven pode parecer confusa e pouco intuitiva. Os famosos mapas de use case do UML ajudam a evitar este tipo de problema, mas quando o prazo aperta (situação típica principalmente em agências web) é raro ver um desenvolvedor desenhando fluxogramas e pensando em usabilidade da área administrativa.

A solução para este dilema é entender a filosofia task-driven e, através do uso contínuo de ferramentas que a sigam, transformá-la em uma maneira natural de pensar, abandonando o mindset de um programador convencional.

Felizmente, desenvolvedores web são seres extremamente evoluídos e flexíveis (se você acha que estou sendo irônico, tente desenvolver algo que rode direito em IE6, IE7, Firefox, Opera, Safari e aquele browser esquisito que só o cliente usa) e provavelmente não terão problemas de adaptação.

Tudo isso pra dizer… Baixem o Wordpress 2.5 e dêem uma olhada, é bem bacana… :)