Google OpenSocial

publicado em 31/10/2007. comente.

Há algumas semanas, circula na Internet um boato sobre o lançamento de uma API de alguns softwares do Google, como o Orkut e o GMail - uma tentativa de recuperar o tempo perdido após a abertura do Facebook para desenvolvimento de aplicativos de terceiros. Hoje o boato foi “confirmado” (note as aspas), e aparentemente a tal API saiu melhor que a encomenda: de acordo com o TechCrunch, o Google OpenSocial será uma “API global”, uma tentativa de unificar diferentes social networks sob uma única API, facilitando assim o desenvolvimento de aplicativos multi-plataforma. Várias networks demonstraram apoio ao Google, como Hi5, Friendster e LinkedIn. Alguns desenvolvedores também confirmaram sua participação desde o lançamento do serviço, entre eles o iLike - um dos primeiros aplicativos desenvolvidos para o Facebook, e também um dos mais populares.

A idéia de uma API unificada foi, na minha opinião, muito inteligente. A opção mais óbvia e esperada seria que o Google tentasse “empurrar” seu serviço Orkut com uma mega-API, tornando o mercado de social networks ainda mais fragmentado. Mas ao invés de tentar competir com Facebook e MySpace (que também anunciou o lançamento de sua API para um futuro próximo), o Google resolveu oferecer algo melhor para os desenvolvedores. E o Facebook já provou que, com desenvolvedores felizes, aplicativos começam a pipocar por todos os lados, trazendo novos usuários.

Será que o Facebook e o MySpace entrarão para o time de “parceiros” do Google OpenSocial? Apesar de soar como algo herético, acho que isso vai acabar acontecendo. Se esta API global for realmente boa, a pressão exercida pelos desenvolvedores pode acabar transformando esta idéia aparentemente absurda em realidade.

Como já dizia o ditado popular: se você não pode vencer seu inimigo, una-se a ele.

Tem alguma coisa estranha aí

publicado em 30/10/2007. comente.

Mais um excelente exemplo de frase bem construída. Desta vez, o privilégio de ouví-la nos foi concedido por Ricardo Teixeira, presidente da CBF:

“No Pan, tivemos um exemplo disso. Não tivemos nenhum acontecimento no Rio de Janeiro. Tivemos uma Força que não tivemos nenhuma violência contra ninguém no Pan.”

Tomara que isso tenha sido erro de digitação do repórter.

Via UOL.

Essa frase foi incrível. Tente ler três vezes seguidas rápido!

“Essa reunião com os maiores empresários brasileiros foi feita para que a gente pudesse instigar os empresários brasileiros a dizerem para nós os investimentos que estão fazendo, para que nós pudéssemos instigá-los a fazer os investimentos que o Brasil precisa que os empresários façam nesse momento porque o que está acontecendo no Brasil neste instante é que o Brasil recuperou a sua capacidade de crescimento, portanto, os empresários precisam recuperar a sua capacidade de investimento e o governo precisa contribuir aumentando a sua capacidade de financiamento.”

E dizem por aí que o Lula tem repetido isso pra tentar curar seu problema de língua presa…

Via UOL.

Oh, really?

publicado em 29/10/2007. comente.

O Brasil está na disputa para sediar a copa 2014. Mas parece que nem todo mundo concorda…

Uma reportagem do jornal Financial Times diz que a realização da Copa do Mundo no Brasil poderia ser um “caos”, por conta da corrupção e da falta de infra-estrutura do país.

Como assim não temos infra-estrutura pra sediar uma Copa?!

“Dezoito cidades em todo o Brasil se esforçam para estar entre as 12 que sediarão os jogos”, diz a reportagem de meia-página, em um trecho destacado. “Nenhuma delas tem um estádio que faça jus à tarefa.”

Até parece! Se isso é verdade, como o Pan deu tão certo no Rio?

[...] a análise das contas de algumas obras do Pan revelou superfaturamento de até dez vezes o valor da construção, e os jogos não geraram as prometidas melhorias no sistema de transporte e limpeza públicos, apontou o FT.

É, acho que o Financial Times tem razão. Melhor ficarmos quietos…

Ouvido pelo Financial Times, o comentarista Juca Kfouri disse que “se a África do Sul pode sediar a próxima Copa, o Brasil também pode”.

Doh! Argumentação brilhante… :(

Via UOL.

Tabela periódica da web

publicado em 26/10/2007. comente.

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Não sei se isso é muito novo, mas eu ainda não tinha visto: uma tabela periódica da “Internet ceninha” enviada pelo Michel (ainda não tem site, mas já estou ajudando a construir um pouco de PR… ;)). Achei legalzinho - clique na imagem ou aqui para vê-la no tamanho real.

O fabuloso mundo das extensões do Firefox é perigoso: se não tomar cuidado, você pode acabar entrando na paranóia do “talvez eu precise disso um dia” e baixar coisas demais. À primeira vista, ter mais de vinte extensões no Firefox pode parecer produtivo (e até divertido, de um modo doentio). Mas existe uma desvantagem em ter uma quantidade anormal de extensões no Firefox: a manutenção. Já estou me acostumando a baixar atualizações de extensões todo santo dia. OK, o Firefox faz isso “sozinho”, mas com o tempo começa a irritar. Abro o Firefox pra pegar uma informação rápida e BOOM: tela de download de atualizações pra quatro ou cinco extensões. E a única solução é desativar as atualizações automáticas para add ons.

Um saco.

Com quem o Windows concorre?

publicado em 18/10/2007. comente.

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Acabei de ler uma entrevista com Linus Torvalds no Wall Street Journal e, em meio à velha e boa ladainha do Linux e a importância do livre-arbítrio, uma certa frase chamou minha atenção…

I don’t think Vista will “fail” or anything like that. But if I was Microsoft, I’d realize that this whole “let’s redesign everything” mentality just doesn’t work in a maturing market. And we may not be there yet, but the whole operating system thing is definitely turning into a commodity, not a “bells and whistles” kind of thing.

Hm… essa foi interessante. A princípio, me soou como algo totalmente irreal acreditar que sistemas operacionais serão commodities - ainda mais com todo o buzz sobre o Mac OS X Leopard, provando que “bells and whistles” andam em alta. Mas, pensando bem, talvez esteja aí a maior complicação do Vista, algo que pode ter gerado todos os atrasos e “pisadas na bola” durante seu desenvolvimento e os índices indesejáveis de rejeição: a dificuldade de posicionamento, de segmentação de mercado.

Afinal, o Windows concorre com o Linux ou com o Mac OS?

“Com os dois” será a resposta natural para muitos - e provavelmente foi a resposta da Microsoft.

O problema é que a filosofia Linux é extremamente diferente da filosofia Apple. Torvalds deixou claro que, pra ele, o sistema operacional é, bem… um sistema operacional, e “só” isso - funcionando bem, basta. Já a Apple não se cansa de desenvolver “firulas” para seu sistema, mostrando que não quer que o Mac OS vire commodity. O Windows está bem no meio, sem saber se faz algo eficiente pra competir com o Linux ou “bells and whistles” pra competir com o Mac OS.

Então, pra terminar, acompanhe meu raciocínio: parece que o público consumidor de sistemas operacionais está dividido em três grupos (avisos: propositalmente caricatos, existem exceções, encare isso com bom humor, etc.): os nerds, fanáticos por tecnologia, que se divertiam desmontando equipamentos eletrônicos quando crianças; os artistas de vanguarda, que valorizam principalmente a estética, a experiência e a vibe e que se orgulham em não saber nada sobre hardware; e o gado, o povão que está entre os dois, ruminando. Isso considerando somente o mercado desktops, claro. Não vamos entrar em servidores pra não complicar demais o post… Mas enfim: a Microsoft fez fortuna servindo o gado. O Linux é o favorito dos nerds. Os artistas de vanguarda amam a Apple e sua energia positiva. A pegadinha é que o gado não é tão inerte assim, e conforme o mercado amadurece, ele se desloca - aproximando-se dos nerds ou dos artistas de vanguarda. Consequentemente a Microsoft vê que sua fatia do bolo está ameaçada. Sem saber para qual lado pender, a empresa tenta “laçar” o gado que está escapando, desenvolvendo recursos tanto para nerds quanto para artistas. O resultado é o Vista, um Frankenstein que tenta ao mesmo tempo vender recursos tecnológicos como shadow copies e idéias “sorvete na testa” como vídeos em wallpaper. Óbvio que não deu muito certo.

Faz sentido?

Deu a louca no CrunchGear

publicado em 17/10/2007. 2 comentários.

Desculpem o título “Sessão da Tarde”, mas não consegui encontrar outra maneira de expressar o quão embasbacado eu fiquei ao ver este post no CrunchGear sobre “como conseguir o Mac OS X Leopard por 40 dólares”. É bizarro, mas o site (que é bastante sério e reconhecido graças ao seu “pai”, o TechCrunch) basicamente sugere que os leitores comprem uma versão para uso acadêmico do programa mesmo que não sejam estudantes. Nem aqui no Brasil, um dos paraísos da pirataria, esse tipo de atitude é incentivada por blogs “profissionais”. Como se não bastasse, o autor ainda afirmou que “dividiu” sua cópia acadêmia do Tiger com um amigo. Posso não ser um santo defensor do copyright, mas isso é absurdo.

Como já dizia a vovó: quando não tiver nada bom pra postar, fique quieto.

Na semana passada, aconteceu o Digital Music Forum West, uma conferência sobre (duh!) o mercado de música digital. Ian Rogers, do Yahoo! Music, fez uma apresentação ao mesmo tempo genial e cômica sobre a situação atual deste controverso mercado. Criticando a postura da indústria fonográfica - que, por sinal, ganhou um processo de US$ 200,000 contra uma tiazinha qualquer há alguns dias -, Rogers pegou a platéia de surpresa ao elogiar o novo serviço de venda de MP3 da Amazon:

But now, eight years later, Amazon’s finally done what was clearly the right solution in 1999. Music in the format that people actually want it in, with a Web-based experience that’s simple and works with any device. I bought tracks from Amazon (Kevin Drew and No Age), downloaded them, sync’d them to my new iPod Nano, and had them playing in my home audio system (Control 4) in less than five minutes. PRAISE JESUS. It only took 8 years.

Achou legal? Então se prepare pra próxima parte:

I’m here to tell you today that I for one am no longer going to fall into this trap. If the licensing labels offer their content to Yahoo! put more barriers in front of the users, I’m not interested. Do what you feel you need to do for your business, I’ll be polite, say thank you, and decline to sign. I won’t let Yahoo! invest any more money in consumer inconvenience. I will tell Yahoo! to give the money they were going to give me to build awesome media applications to Yahoo! Mail or Answers or some other deserving endeavor. I personally don’t have any more time to give and can’t bear to see any more money spent on pathetic attempts for control instead of building consumer value. Life’s too short. I want to delight consumers, not bum them out.

Ou seja: Rogers deixou claro que, enquanto as gravadoras não desistirem do DRM e de suas atitudes Darth Vader com os consumidores, não verão mais a cor do dinheiro do Yahoo!. E, apesar do Yahoo! Music não ser tão popular no Brasil, é o maior site de música nos Estados Unidos (além de ser o pioneiro).

A postura “oficial” do Yahoo! contra o DRM demorou um pouco. Steve Jobs já fez seu discurso há um bom tempo, e a Amazon se manifestou da melhor maneira possível: criando uma loja sem burocracias idiotas e sem bloqueios. Mas o tom do discurso de Ian Rogers foi o mais surpreendente. Agressivo, direto e sem tentar agradar ninguém. Do jeito que o povo gosta!

Leia o texto da apresentação na íntegra - vale a pena.

Machinima: I’m So Sick

publicado em 02/10/2007. comente.

De tempos em tempos aparece algum machinima que usa os personagens do World of Warcraft. Alguns são hilários; outros surpreendem pelo profissionalismo. É o caso deste clipe da música “I’m So Sick”, do novo filme da série Resident Evil. Deve ter dado um trabalho absurdo, mas o resultado ficou realmente muito bom. Divirtam-se!