Todos nós temos pelo menos uma história sobre como uma estúpida impressora conseguiu arruinar um dia de nossas vidas, ou pelo menos nos irritar a tal ponto em que arremessá-la pela janela tornou-se uma opção considerável. Impressoras são aparelhos do inferno, e a cada nova geração lançada a coisa parece piorar.

Repare, por exemplo, na quantidade de botões da sua impressora. No passado, impressoras eram aparelhos complexos, com no mínimo 10 botões que, apesar de feios e confusos à primeira vista, permitiam ao usuário um controle muito maior sobre o comportamento da máquina. Hoje, no entanto, as empresas resolveram “facilitar” o uso, deixando somente dois ou três botões que, diga-se de passagem, normalmente não acompanham nenhum texto explicativo. Cabe ao usuário interpretar ícones crípticos e normalmente sem sentido algum. E o que é pior: as funções dos dez botões da velha e boa impressora matricial foram de alguma maneira “enfiadas” no sistema de dois botões, e cabe ao feliz usuário descobrir como ativá-las. Segure o botão da esquerda por oito segundos, depois aperte o da direita, e finalmente os dois juntos. Ou seria o contrário?

Outra prova concreta de que os engenheiros que projetam impressoras são emissários do capeta é a redução no número de luzes indicadoras. Antes, havia uma luz indicando falta de papel, outra luz indicando falta de tinta preta, e outra indicando falta de tinta colorida. Hoje, grande parte dos modelos disponíveis tem somente UMA luz indicadora. Se você não conhece código Morse, boa sorte tentando descobrir qual o problema.

Agora, nada supera as campanhas publicitárias de impressoras. Explosões de cores, fotografias com fidelidade máxima, jovens tirando fotos em seus celulares e as enviando via wi-fi para uma impressora (com somente dois botões e uma mísera luz indicadora), que prontamente cospe imagens perfeitas. Só faltam as harpas - é quase um evento celestial.

Três palavras para estas campanhas: what the fuck?!

Alguém precisa avisar os fabricantes de impressoras (sim, a culpa é deles, e não da agência) que os consumidores trocariam alguns dos 64 milhões de cores prometidas por um aparelho obediente, que não puxe dezoito folhas de uma só vez e depois ainda acuse que o papel acabou. Em suma, nós queremos impressoras menos estúpidas.

Sejam meus amiguinhos!

publicado em 23/03/2007. 2 comentários.

twitter.pngNos últimos dias tenho ouvido falar bastante nesse tal Twitter, um site que serve pra você dizer “o que está fazendo”. Aparentemente é algo bem estúpido (talvez seja mesmo, sei lá) mas de qualquer maneira é divertido e pode ser engraçado. Instalei até um widget do site no blog que mostra o que eu e meus amigos estamos fazendo. Só tem um problema: não tenho nenhum amigo registrado neste serviço. Portanto, deixo aqui o apelo: sejam meus amiguinhos no Twitter! ;)

Vista for Dummies

publicado em 20/03/2007. 3 comentários.

Quem me conhece sabe que, sempre que alguém fala mal da Microsoft ou do Windows, eu fico com vontade de matar o sujeito. Não, eu não sou um maníaco pelo tio Bill - o problema é que, na grande maioria das vezes, quem fala sobre o Windows não tem a menor noção do quão complexa é esta ferramenta. E o pior de tudo é que, pra perceber isso, a única maneira é tentar desenvolver um aplicativo para o Windows, ou ler um livro denso, como a clássica quinta edição de Programming Windows (Charles Petzold).

Em poucas palavras, a parte que nós vemos do Windows - o menu Iniciar, o Explorer, etc. - são só a ponta do iceberg. A verdadeira complicação está submersa. Quem reclama do Windows normalmente se esquece (ou nem sabe) que todos os aplicativos dependem do Windows para funcionar. Em última instância, é o Windows quem controla o hardware da sua máquina. Os programas “pedem” recursos para o sistema operacional, que decide quando atenderá a este pedido. Os “pedidos” de recursos que um aplicativo faz para o Windows seguem algumas regras e limitações. Este conjunto de restrições é descrito na API do Windows. Eis os fundamentos básicos do multitasking.

Todo este discurso é uma breve introdução para o excelente artigo “Windows Vista: more than just a pretty face“, publicado no Ars Technica. Muita gente fala sobre os features visuais do Vista, mas poucos se lembram de que a verdadeira complicação de um sistema operacional está em sua API. É por isso que este artigo é único - os pontos destacados no texto são o Windows Presentation Foundation (WPF) e o Desktop Window Manager (DWM), “blocos” do Windows Vista de que você provavelmente nunca ouviu falar.

A leitura é um pouco longa e, como você pode imaginar, meio “nerd”. Mas acredite: você vai passar a respeitar o Windows Vista se aguentar chegar até o final. Sério.

Blogger Sticker

publicado em 20/03/2007. comente.

BLOGGERSTICKERprototype.gif

Via Boing Boing.

Flow: viciante

publicado em 15/03/2007. comente.

Joguinhos em Flash feitos para a Internet normalmente são chatinhos e enjoativos. Não é o caso de Flow. Nesse jogo, o objetivo é fazer sua criatura - um bicho composto de formas geométricas articuladas - evoluir até dominar seu ambiente.

Falando assim, parece uma coisa meio estúpida. Na verdade, o jogo é bastante simples, mas acaba viciando rápido. Vale o bookmark!

Sim, é velho. Mas é sensacional. Jogue aqui.

Hooverphonic

publicado em 15/03/2007. 3 comentários.

Alguém conhece alguma loja brasileira (online, de preferência), que venda CDs do Hooverphonic? Os bastardos estão sempre fora de estoque nos lugares onde eu costumo comprar… :(

Tiger Woods Golf

publicado em 10/03/2007. comente.

Acabei de ver no Kotaku, um blog bastante ativo sobre o mundo dos jogos, a nova propaganda pra TV do jogo Tiger Woods Golf, da EA Sports, para o Nintendo Wii. Confira aqui. Acho que o filme transmitiu bem a idéia de interação e experiência sensorial do console, com bom humor, bom gosto e sem explicações desnecessárias.

Este deve ser o tom de comunicação adotado pela maioria dos jogos desenvolvidos para o Wii: sinta, participe, interaja, brinque, e DIVIRTA-SE. Não interessa com quantos milhões do polígonos foi modelado um personagem do jogo.

Ah, que vontade de ter um Wii.

Já pensou se…

publicado em 09/03/2007. 5 comentários.

…o Bush morresse durante sua visita ao Brasil?

Apple apresenta: iLaunch

publicado em 07/03/2007. 3 comentários.

Quem me conhece sabe que eu sempre fico um pouco irritado com o modo como o mundo tem tratado a Apple ultimamente. Parece que, nos últimos anos, Steve Jobs substituiu Deus como CEO do universo e começou a lançar produtos sensacionais, sobre-humanos e infalíveis. Não que eu não admire o que o sujeito fez com a sua empresa na última década - ele realmente foi, e ainda é, brilhante. O problema é que de uns tempos pra cá, a mídia e o público em geral parecem ter perdido todo e qualquer senso crítico ao falar sobre a Apple. Tive mais um exemplo disso ontem, quando um post sobre 8 bug fixes no Quicktime começou com as palavras “software é escrito por humanos e estão sempre passíveis de erros”. Aposto que se corrigissem hoje 8 bugs no Windows Media Player, a notícia começaria mais ou menos assim: “os programadores trapalhões da Microsoft aprontaram com a gente de novo”.

ilaunch.jpgMas vamos ao motivo do post: o incrível lançamento do mais novo produto revolucionário da Apple, o iLaunch. Leiam mais sobre este modo revolucionário de apresentar produtos revolucionários aqui.

Ah, pra quem ainda não percebeu… é uma piada assustadoramente realista. Mas casa bem com o motivo do post: a cegueira causada pela Apple-mania. Desculpem o título misleading do post, mas esta foi a única maneira de atrair os Apple-maníacos até o meu blog. ;)

Se você sofre deste mal, é possível se curar. O primeiro passo é admitir o problema.

Gurus da Internet

publicado em 06/03/2007. comente.

A PC World acaba de divulgar um artigo listando as 50 pessoas mais influentes, poderosas e importantes da Internet. O engraçado é que, além das personalidades obrigatórias como Larry Page e Sergey Brin e Steve Jobs, o artigo realmente “caçou” algumas pessoas extremamente influentes que, normalmente, não são lembradas. Um exemplo: Bram Cohen (criador do BitTorrent), que basicamente mudou o modo como o mundo faz downloads - e, como todo bom nerd, é constantemente esquecido. Outra personalidade que surgiu na lista é Mike Morhaime (presidente da Blizzard) - empresa que criou o MMORPG mais bem-sucedido da história, World of Warcraft. Com 8 milhões de jogadores ativos (incluindo o feliz autor deste post), o que muitos consideram um “joguinho” é hoje um dos maiores negócios da Internet. Mais abaixo na lista, está também Philip Rosedale (Linden Labs), criador do Second Life - outra iniciativa ambiciosa que tomou proporções absurdas.

Outros destaques na lista - e com a palavra “destaque” quero dizer “pessoas inesperadas, porém merecedoras e normalmente esquecidas” - são Matt Mullenweg (criador do Wordpress, plataforma para publicação de blogs), Rob Malda (também conhecido como CmdrTaco, fundador do Slashdot - site de notícias com foco no público geek), Tim Berners-Lee (diretor do W3C e provavelmente um dos maiores visionários da Internet), Leo Laporte (criador do excelente podcast This Week In Tech) e, finalmente, Jesse James Garrett (presidente da Adaptive Path, empresa de design e desenvolvimento para web que foi pioneira na implementação e divulgação do AJAX).

Com bastante diversidade e justiça, achei a lista bastante representativa e, em alguns momentos, surpreendente. É bom ver que ainda existem veículos de comunicação mainstream que enxergam além de Google, Apple e YouTube.

Go Blizzard! ;)