Impressora: o periférico do inferno
publicado em 26/03/2007. 2 comentários.
Todos nós temos pelo menos uma história sobre como uma estúpida impressora conseguiu arruinar um dia de nossas vidas, ou pelo menos nos irritar a tal ponto em que arremessá-la pela janela tornou-se uma opção considerável. Impressoras são aparelhos do inferno, e a cada nova geração lançada a coisa parece piorar.
Repare, por exemplo, na quantidade de botões da sua impressora. No passado, impressoras eram aparelhos complexos, com no mínimo 10 botões que, apesar de feios e confusos à primeira vista, permitiam ao usuário um controle muito maior sobre o comportamento da máquina. Hoje, no entanto, as empresas resolveram “facilitar” o uso, deixando somente dois ou três botões que, diga-se de passagem, normalmente não acompanham nenhum texto explicativo. Cabe ao usuário interpretar ícones crípticos e normalmente sem sentido algum. E o que é pior: as funções dos dez botões da velha e boa impressora matricial foram de alguma maneira “enfiadas” no sistema de dois botões, e cabe ao feliz usuário descobrir como ativá-las. Segure o botão da esquerda por oito segundos, depois aperte o da direita, e finalmente os dois juntos. Ou seria o contrário?
Outra prova concreta de que os engenheiros que projetam impressoras são emissários do capeta é a redução no número de luzes indicadoras. Antes, havia uma luz indicando falta de papel, outra luz indicando falta de tinta preta, e outra indicando falta de tinta colorida. Hoje, grande parte dos modelos disponíveis tem somente UMA luz indicadora. Se você não conhece código Morse, boa sorte tentando descobrir qual o problema.
Agora, nada supera as campanhas publicitárias de impressoras. Explosões de cores, fotografias com fidelidade máxima, jovens tirando fotos em seus celulares e as enviando via wi-fi para uma impressora (com somente dois botões e uma mísera luz indicadora), que prontamente cospe imagens perfeitas. Só faltam as harpas - é quase um evento celestial.
Três palavras para estas campanhas: what the fuck?!
Alguém precisa avisar os fabricantes de impressoras (sim, a culpa é deles, e não da agência) que os consumidores trocariam alguns dos 64 milhões de cores prometidas por um aparelho obediente, que não puxe dezoito folhas de uma só vez e depois ainda acuse que o papel acabou. Em suma, nós queremos impressoras menos estúpidas.
Nos últimos dias tenho ouvido falar bastante nesse tal 


