Os filhos da geração MSN

publicado em 27/02/2007. 2 comentários.

EmbryoQuando ouvimos a expressão “geração digital”, imaginamos um casal de pré-adolescentes, 13 anos de idade, empunhando um telefone celular em uma mão e um iPod na outra. São independentes (ou assim tentam parecer), namoram “sério” e se esforçam para, de alguma maneira, conseguirem se destacar. Diversão? MSN, Orkut e YouTube.

No entanto, esta geração ainda traz marcas tradicionais - implantadas em suas personalidades por seus pais conservadores, de uma geração diferente. De certo modo, a geração que chamamos de “geração digital” ou “geração MSN” é somente o começo. Imagine só como serão os filhos desta geração.

Não que isso me preocupe - é o ciclo natural da história. A evolução exige uma certa quebra cíclica de padrões de comportamento, geração a geração. Mas uma coisa é certa: algumas empresas deveriam se preocupar (e muito) com os filhos da geração MSN. Para estas empresas, a evolução das crianças representa a falência.

As indústrias de brinquedos, por exemplo, devem (ou deveriam) estar roendo as unhas de preocupação. A evolução das crianças deixa três opções para estas empresas: adaptar-se, criando e produzindo brinquedos mais elaborados e adequados aos interesses da criança moderna; reposicionar seus produtos para um público cada vez mais jovem (produtos para primeira infância ou para bebês, por exemplo); ou a extinção.

Outra indústria que pode sofrer com a evolução prematura das crianças é a de histórias em quadrinhos. O mundo interativo da Internet e dos videogames pode ser muito mais atraente para uma criança da “nova geração” que um simples gibi. Bem, pelo menos este mercado específico parece estar reagindo às mudanças do público, como mostra este artigo publicado na CNet News.

A matéria conta como algumas empresas produtoras de histórias em quadrinhos estão se adaptando à evolução do mercado infantil, através de publicações em mídias mais interativas que o papel (obviamente, a Internet). Outra estratégia que não é citada no artigo, mas que pode ser vista em praticamente qualquer banca de jornal, é o posicionamento de alta qualidade que algumas revistas de histórias em quadrinhos têm adotado, com formato diferente do convencional, papel especial e impressão em cores vivas. O mesmo acontece com os mangás - hoje, eles podem ser encontrados em muitas bancas em edições exatamente iguais às impressas no Japão, em preto e branco e até “de trás pra frente”. Em ambos os casos, estas revistas se tornam artigos de colecionador - e não uma distração para passar o tempo.

OK, concordo que estas revistas são, atualmente, voltadas a um público não-infantil. Mas, com a evolução acelerada das crianças, não me espantaria em nada se isso mudasse. E, caso isso aconteça, acho que os super-heróis da Marvel estão muito mais preparados para lidar com a nova geração do que a Turma da Mônica.

Os filhos da geração MSN não me assustam. Acredito que esta seja uma oportunidade de diferenciação para empresas em segmentos como os citados neste post (brinquedos e histórias em quadrinhos). O que realmente me assusta é a inércia e/ou falta de adaptabilidade que a grande maioria destas empresas têm demonstrado. Se você acha que estou sendo um pouco catastrófico, visite o site de empresas como a Estrela e a Grow e me diga honestamente se você acha que elas estão preparadas para enfrentar os filhos da geração MSN.

Em ambos os sites, a coisa que eu mais gosto é o “X” no canto superior direito da tela.

Vivo!

publicado em 26/02/2007. comente.

AliveAcabei de notar que não fazia nenhum post no meu blog desde novembro do ano passado. Damn! Queria mudar o visual do meu blog no começo de 2007, mas por vários motivos (principalmente o lançamento da expansão do World of Warcraft, devo admitir) acabei deixando isso de lado temporariamente. Voltemos à rotina de posts mais freqüentes… espero não ter perdido todos os meus leitores durante estas longas “férias” ;)

Pra que este não seja apenas um post vazio de retorno, aproveitei para atualizar meu Blogroll com links para outros sites que tenho lido com uma certa assiduidade. OK, não é muita coisa, mas já é um começo.

Back in action!