Na era da “paranóia DRM”, em que até CDs originais incluem spywares para rastrear possíveis atos de pirataria, o cantor Peter Gabriel (ou algum de seus mais espertos agentes) teve uma idéia sensacional. Em um exemplo de como o ambiente online pode ser usado para promover artistas, gravadoras e músicas, ele não apenas encorajou seus fãs a baixarem a música “Shock the Monkey”, mas também a recriá-la.
Gabriel disponibilizou um pacote de samples utilizados na música e alguns tracks individuais (por exemplo, só as linhas vocais) e desafiou seus fãs a montarem tudo de novo em uma versão diferente. Foi organizado um concurso onde as melhores versões seriam escolhidas e premiadas.
O resultado foi a divulgação viral da competição e, indiretamente, da gravadora de Peter Gabriel. Mais de 700 versões foram criadas - algumas realmente interessantes - e, de repente, Gabriel se transformou em um dos ídolos daqueles que se opõem à política restritiva do DRM. Este é um caso bastante interessante onde o conceito de user-generated content foi ampliado para além da esfera da Internet. É a prova clara de que a onda de inteligência, criatividade e inovação da “web 2.0″ ainda existe e que pode ser muito mais impactante do que a criação de infinitas social networks e widgets bonitinhos.
Mais uma vez, a inovação veio da música!