Totem of Standing

publicado em 26/06/2006. 1 comentário.

Neste fim de semana, resolvi deixar a preguiça de lado e colocar o velho e bom Heimdall (meu Shaman no World of Warcraft) de volta à ativa. No sábado, fiz uma maratona de dungeons com o pessoal da guilda: Scarlet Stratholme, Dire Maul East e, logo na sequência, uma epopéia de quase 8 horas em Zul’Gurub. Voltei mais rico, mas sem muitos equipamentos novos. Acabei dando azar e perdendo o roll de uma armadura épica para outra pessoa na raid. Mas valeu a pena. Jogar WoW em raid é realmente uma experiência diferente; são 20 ou 40 pessoas que realmente sabem o que estão fazendo, se comunicando por voz e enfrentando situações muito mais desafiadoras do que o “arroz com feijão” das dungeons normais. Apesar de ser mais cansativo, é também muito mais divertido. Principalmente quando você escuta 20 pessoas gritando e comemorando quando aquele inimigo gigantesco finalmente morre.

No nosso caso, a luta mais emocionante foi contra o Bloodlord Mandokir. Se você nunca jogou um RPG online, provavelmente não vai entender nada, mas se já jogou vai perceber o motivo de tanta empolgação quando conseguimos matar este sujeito: nossos dois tanks morreram quando ele ainda estava com aproximadamente 35% do HP. Milagrosamente, o resto da raid conseguiu exterminá-lo na base do desespero. Todos os jogadores com um pouco mais de resistência (Shamans e Hunters, principalmente) se revezaram para “segurar” o inimigo enquanto os casters causavam todo o dano que podiam, fazendo o máximo para não chamarem a atenção. Ninguém acreditou quando Mandokir morreu, e um membro da Blizzard - que estava no nosso grupo testando Zul’Gurub depois do novo patch - disse que nunca viu uma coisa tão improvável acontecer. Pois é…

Mas, pelo menos pra mim, o highlight do fim de semana foi uma visita a Scholomance no finzinho do domingo. Matando um dos minibosses antes da luta contra Darkmaster Gandling, tive a sorte de encontrar um item do tipo Relic, que é bastante raro. No meu caso, mais raro ainda, já que não está nem listado no Thottbot! Trata-se de um item chamado Totem of Standing, que dá um bônus de até 53 pontos em todo cast da magia Lesser Healing Wave. Mais um equipamento para healers

Agora só falta eu dar sorte e conseguir completar meu set The Elements. Ainda faltam alguns pedaços…

Flock

publicado em 21/06/2006. 4 comentários.

A nova versão do Flock é sensacional. Para quem ainda não conhece este browser, trata-se de uma versão aprimorada do Mozilla Firefox, feita com a nova filosofia de social softwares e usabilidade em mente. Em outras palavras: o Flock já vem “pronto para usar” com diversos sites e tipos de sites. É possível escrever posts no seu blog diretamente do browser, por exemplo (aliás, estou fazendo isso agora). Você pode fazer upload de fotos para sua conta no Flickr, buscar fotos neste site através de uma interface integrada nas barras de ferramentas principais do programa, e compartilhar seus favoritos automaticamente em sites como del.icio.us ou Shadow (ou seja: os “favoritos” do browser já estão integrados com um serviço de social bookmarks). Mão na roda.

Com o primeiro beta do Flock, lançado recentemente, o programa ficou ainda melhor. As ferramentas integradas de busca são muito, muito superiores às do Firefox. O leitor de RSS feeds também. Extensões? Já existem muitas para o Flock, exclusivas ou adaptadas. Eu já usava o Flock como meu browser principal há algum tempo, mas agora não vejo mais motivo algum para voltar ao Firefox!

Para que este post não seja somente um puro elogio ao Flock, vou dar uma dica de utilidade pública para os adeptos deste programa. Quando fui configurar meu blog (que roda em Wordpress), notei que o Flock “engasgava” na detecção de configurações automáticas. Achei que fosse um bug do programa, mas o Daniel acabou matando a charada e percebeu que o problema, na verdade, não estava nem no Flock nem no Wordpress, mas sim no host. Ele estava bloqueando os acessos ao arquivo xmlrpc.php por questões de segurança. A solução é simples: renomeie este arquivo para qualquer outra coisa e edite o arquivo template-functions-general.php (na pasta wp-includes) substituindo as ocorrências do termo “xmlrpc.php” pelo novo nome do arquivo. Salve a versão modificada, faça upload e pronto - o Flock configurará seu blog automaticamente. Boa.

Por enquanto é só. Ah, para os que me perguntaram: sim, consegui dormir esta madrugada…

Inferno, Insônia

publicado em 20/06/2006. comente.

Meia-noite e meia. Assisto ao VT dos minutos finais do jogo Espanha versus Tunísia. Pênalti. Torres bate e define o placar final do jogo: três a um para os espanhóis. Cansado, decido desligar a TV e dormir. Me viro para um lado e não me sinto confortável. Viro para o outro. Ainda não. Mais uma vez. Agora pareço bem, mas logo sinto um vento frio batendo em minhas costas; os movimentos inquietos deslocaram o edredon. Com habilidade quase acrobata, consigo voltá-lo à sua posição natural sem precisar sair da posição encontrada. Mas, depois de tanta movimentação, sinto calor. Deixando escapar uma palavra de escárnio, arremesso a coberta para os pés da cama. Me sinto desconfortável novamente. Me viro. Me viro de novo. Passo alguns minutos em uma posição e sinto frio. Puxo o edredon mais uma vez. Mais alguns minutos, e desta vez é o calor que me incomoda. Irritado, me sento na cama e ligo a TV novamente. Já são duas e meia – se eu dormir agora, terei no máximo seis horas de sono até o trabalho. Procuro um programa maçante, mas por incrível que pareça me interesso pelo assunto. Desligo a TV às três horas, disposto a dormir, mas sem sono algum.

Calor. Frio. Calor. Frio. Maldito país quente; se estivesse na Sibéria, não precisaria pensar duas vezes antes de me cobrir. Mais calor. Mais frio. Uma música soa insistentemente em minha mente. Steady, as she goes… steady, as she goes. É o inferno em uma cama. Ligo a TV novamente. Já são cinco horas; a situação fica crítica. Mesmo dormindo agora, só terei três horas e meia de sono. Um filme brasileiro de quinta categoria me distrai. Desligo a TV.

Tenho uma idéia brilhante. Me levanto e, mesmo sem dor de cabeça, tomo um remédio para dor de cabeça. Sempre que tomo este remédio, a dor passa – e um sono arrasador me domina. Mas esta noite, é claro, o efeito colateral falha. Ligo a TV novamente. Já são seis horas. Começo a me conformar com o fato de que não dormirei. Resmungo, tenho vontade de socar as paredes mas não posso, pois minha casa ainda dorme. Os ônibus já circulam nas ruas; o trânsito já começa a se formar. O sol nasce e eu quero morrer. Resolvo me deitar e fazer uma sessão de auto-análise. Funciona assim: divido minha mente em duas partes. Uma sou eu, e outra sou eu interpretando um psicólogo. Faço perguntas insistentes para mim mesmo e as respondo de maneira longa e detalhada. O efeito do remédio começa a aparecer, muito atrasado. As perguntas entediantes da auto-análise me ajudam a adormecer. Olho para a TV uma última vez antes de desligá-la. Já são seis e meia. Finalmente durmo.

Duas horas depois, sou sacudido. Já é hora do trabalho. A noite passou e, praticamente sem descansar meu cérebro, começo a pedir para que
ele se apresente para inspeção. Me olho no espelho. Minhas pupilas demonstram o cansaço, sem contraste e sem brilho. Entro no carro e a luz da gasolina acende. Parece um filme do Paul Thomas Anderson. É o fim.

E, assim, a madrugada do dia 20 de junho de 2006 entra para a história como a mais infernal de toda a minha vida.

Copa de adulto

publicado em 11/06/2006. 4 comentários.

Em 2002, fiz uma coisa que poucos brasileiros puderam fazer: assisti a todos os jogos da Copa, mesmo com os horários bizarros dos anfitriões asiáticos. Naquela época, eu não trabalhava; minha única responsabilidade era a faculdade, à noite. Eu tive a oportunidade de viver no fuso-horário japonês durante um mês, e a aproveitei. A Copa é o único evento relacionado a futebol que realmente me empolga. Campeonato Brasileiro, UEFA Champions League, nada disso me anima - mas a Copa do Mundo é diferente.

Este ano, a experiência da Copa tem sido bem atípica para mim. É a minha primeira Copa de adulto, minha primeira Copa com responsabilidades de adulto. Desta vez, os jogos acontecem em horários “viáveis” - 10h, 13h e 16h no horário de Brasília -, mas o trabalho me impede de assistí-los. Tenhos os fins de semana, e alguns minutos do horário de almoço (que, obviamente, só acontecerá em lugares que disponham de uma televisão) para matar minha vontade; mas isso me incomoda muito menos do que eu imaginava. Já pude perceber que, mesmo sendo um adulto, a Copa continua me afetando da mesma maneira - e, em consequência, eu continuo me sentindo uma criança. Este ano, por exemplo, resolvi colecionar figurinhas da Copa junto com amigos do trabalho - coisa que eu não fazia desde 1994. Acompanho os jogos pela internet, e vejo os melhores momentos nos intervalos de todos os jogos no trabalho.

A Copa continua sendo um evento divertido e diferente como sempre foi. E, para meu alívio, a Copa de adulto se mostrou tão boa quanto a Copa de criança.

De volta

publicado em 11/06/2006. 1 comentário.

Depois de alguns meses fora do ar graças a uma falha no meu host antigo, resolvi tomar coragem e recomeçar meu blog do zero. Como sempre, decidi também mudar a “cara” do site. Desta vez, decidi simplificar o layout ao máximo e destacar o que realmente interessa: os textos. Acho que o novo design não vai agradar a todos (especialmente aos que valorizam as “firulas”: bordinhas, bevels, gradientes), mas pra mim isso não faz muita diferença. Não que eu não dê a mínima para a opinião do meu seleto público de visitantes, mas acho que cada versão do meu blog está, de uma maneira ou outra, relacionada a uma fase da minha vida e da minha visão global da internet, do futuro e do mundo. Considero meu blog uma “experiência pessoal” que outras pessoas podem espiar quando quiserem.

Pretendo também mudar um pouco o teor dos posts no meu blog. Se você é um visitante antigo, deve se lembrar do layout de 4 colunas e das categorias que cada uma representava; bem, isso acabou. Quero abrir de vez o meu leque de assuntos e falar sobre qualquer coisa que tiver vontade: trabalho, internet, tecnologia, jogos, carros, mulheres, esportes, literatura, design, o que for. E, como não tenho um monitor widescreen de 30 polegadas, não dá pra separar um assunto por coluna…

Ainda não terminei de instalar e configurar completamente o Wordpress, então tenha paciência nos próximos dias. O layout de algumas páginas do site (especialmente páginas de arquivo) deve mudar em breve, e também pretendo instalar alguns plugins para deixar o blog mais “esperto”. Espero não “quebrar” o site enquanto faço estas coisas, mas caso isso aconteça, não se preocupe: ele voltará! :)